Capitalismo acadêmico e reformas neoliberais no ensino superior brasileiro

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Camila Furlan da Costa
Sueli Goulart

Resumo

Este artigo tem por objetivo apresentar o exercício de compreensão da economia política do ensino superior a partir da contextualização e descrever os principais programas governamentais desenvolvidos nos governos Lula e Dilma. Exploramos a categoria capitalismo acadêmico para um exercício inicial de análise das reformas neoliberais no ensino superior brasileiro. Essa categoria busca identificar as múltiplas formas e significados, por meio das quais comportamentos de mercado e pró-mercado têm sido adotados pelas universidades estadunidenses para criar processos de integração à chamada nova economia em busca de fontes alternativas de financiamento. Ao aproximar os programas governamentais brasileiros à ótica do capitalismo acadêmico, identificamos que as mudanças impostas pelas alterações na legislação contribuem para a reestruturação das práticas acadêmicas e criam condições para a implementação do regime acadêmico capitalista. Entretanto, o viés funcionalista-sistêmico-estrutural da categoria e a necessidade de mediação com o concreto impõem limites para o entendimento das reformas no ensino superior do país. Vislumbramos que, para refletir sobre as implicações da lógica neoliberal nas reformas em países dependentes como o Brasil, é necessário retomar o pensamento do sociólogo brasileiro Florestan Fernandes e submeter a categoria padrão dependente de educação superior, formulada por ele na década de 1970, a mediações histórico-concretas coetâneas para compreender como as reformas em curso se relacionam com aquele padrão.

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Como Citar
Costa, C. F. da, & Goulart, S. (2018). Capitalismo acadêmico e reformas neoliberais no ensino superior brasileiro. Cadernos EBAPE.BR, 16(3), 396–409. Recuperado de https://periodicos.fgv.br/cadernosebape/article/view/65788
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Camila Furlan da Costa, Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA)

Mestre e Doutora em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Professora assistente na Universidade Federal do Pampa
(UNIPAMPA)

Sueli Goulart, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Doutora em Administração Programa de Pós-Graduação em Administração Universidade Federal de Pernambuco

Professora da Escola de Administração - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)