O significado da nova âncora da estabilização econômica

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Jorge Vianna Monteiro

Resumo

A conjuntura das escolhas públicas

Os episódios que transcorrem desde o final de 1998 - culminando com a crise de 12 e 13 de janeiro de 1999 - estão sujeitos
a variados diagnósticos analíticos. Todavia, parece interessante explorar uma vertente relacionada a certa classe de modelos
de grupos de interesses especiais (Becker, 1983, 1985). Nessa etapa da economia brasileira, a política de estabilização econômica estaria na confluência de duas forças:

• a pressão política exercida por segmentos da sociedade que conseguem organizar-se, configurando-se como grupos de interesses; os industriais paulistas (Fiesp), os exportadores (AEB), entre outros, vinham desempenhando um papel notório nessa dimensão; vale assinalar a intensificação dessa pressão

• os demais segmentos não-organizados da sociedade e que representam o interesse geral ou coletivo; a relativa passividade
desses segmentos deve-se sobretudo aos elevados custos de organizarem e coordenarem suas ações (custos de transação).

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Como Citar
Monteiro, J. V. (1999). O significado da nova âncora da estabilização econômica. Revista De Administração Pública, 33(1), 165 a 172. Recuperado de https://periodicos.fgv.br/rap/article/view/7675
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