A responsabilidade dos empresários

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Adriana Wilner
Aline Lilian dos Santos

Resumo

Você consegue chegar em casa depois do trabalho e contar para a sua família tudo o que fez durante o dia? Esse é o termômetro de responsabilidade social que Oded Grajew indica a seus colegas. Ex-empresário e fundador de ONGs como Fundação Abrinq [Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos] pelos Direitos da Criança e do Adolescente, Fórum Social Mundial, Instituto Ethos, Rede Nossa São Paulo e Programa Cidades Sustentáveis, Grajew tem sido ativista em diversas causas, entre elas, o combate à corrupção nas empresas.

Nascido na Palestina, em 1944, quatro anos antes da fundação do Estado de Israel, Grajew veio para o Brasil aos 12 anos, após rápida passagem da família por Paris, na França. O pai, que representava empresas de relógios, morreu três anos depois e os planos da família de se mudar para Madri, na Espanha, tiveram que ser cancelados. Para continuar estudando, Grajew foi vendedor de livros porta a porta, de cotas de empreendimentos, entre outros. Assim, conseguiu cursar Engenharia Elétrica na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

Depois de trabalhar em organizações e bancos, fundou com colegas da faculdade a empresa de brinquedos Grow – formada pelas iniciais dos nomes dos sócios Geraldo, Roberto, Oded e Waldir. Foi convidado para assumir o Sindicato das Empresas de Brinquedos e Instrumentos Musicais do Estado de São Paulo e, a partir de então, envolveu-se em diversas iniciativas associativas.

Em entrevista exclusiva à GV-executivo, Grajew fala dos desafios para combater a corrupção, das dificuldades para aprovar normas e leis de responsabilidade social e aponta perspectivas de renovação após os recentes escândalos envolvendo empresas e políticos.

 

 

 

 

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Entrevista