Os antigos novos rumos da reforma agrária na democracia brasileira: a participação do MST na chegada do PT ao poder

Autores

  • João Felipe de Almeida Ferraz Universidade Estadual de São Paulo Júlio de Mesquita Filho (Unesp) / Marília. Mestrado Acadêmico em Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia e Ciências

DOI:

https://doi.org/10.12660/rm.v12n18.2020.81454

Palavras-chave:

reforma agrária, governo Lula, representação política, Movimento Sem-terra.

Resumo

Este trabalho é uma parte do projeto de pesquisa para o mestrado acadêmico no Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Marília. Nele, é proposta uma reflexão sobre as formas de participação política do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra (MST) no início do século XXI. O primeiro mandato de Lula da Silva (2003-2006), do Partido dos Trabalhadores (PT), que aparentava compartilhar da base político-ideológica do Movimento, não atingiu as expectativas criadas pelos grupos defensores de uma ampla reforma agrária. A pretensão é mostrar que, apesar da reforma agrária ter atingido um nível de debate nacional, a representação política dessa agenda no poder executivo não foi capaz de promover o pleno acesso à terra.

Biografia do Autor

João Felipe de Almeida Ferraz, Universidade Estadual de São Paulo Júlio de Mesquita Filho (Unesp) / Marília. Mestrado Acadêmico em Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia e Ciências

Bacharel em Defesa e Gestão Estratégica Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mestrando em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de São Paulo Júlio de Mesquita Filho (Unesp) / Marília

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Publicado

06.07.2020