Coisa de índio: Educação Escolar Indígena no Catu dos Eleotérios-RN

Autores

  • Guilherme Luiz Pereira Costa Universidade do Estado do Rio Grande do Norte-UERN
  • José Alberto da Silva Universidade do Estado do Rio Grande do Norte-UERN
  • Ana Maria Morais Costa Universidade do Estado do Rio Grande do Norte-UERN

DOI:

https://doi.org/10.12660/rm.v12n18.2020.81477

Palavras-chave:

Movimento Indígena, Rio Grande do Norte, Educação, Catu dos Eleotérios.

Resumo

Trata-se de uma reflexão sobre conquistas do movimento indígena no Estado do Rio Grande do Norte na busca de uma educação e pelo direito de existir. Pretende-se refletir acerca de uma educação mediada como mecanismo de resistência. Para isso, os dados obtidos foram sistematizados a partir de estudos sobre a relação do Movimento Indígena Brasileiro com a educação diferenciada. No mais, utilizamos relatório de aula de campo à comunidade do Catu dos Eleotérios, a primeira comunidade indígena do referido estado a concretizar uma educação escolar indígena. Aqui, a escola indígena apresenta-se, portanto, como instrumento para a superação da invisibilidade, historicamente construída em diversos processos cumulativos de produção da inferioridade de populações indígenas.

Biografia do Autor

Guilherme Luiz Pereira Costa, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte-UERN

Mestrando em Ciências Sociais e Humanas da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte; Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior- CAPES.

José Alberto da Silva, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte-UERN

Mestrando em Ciências Sociais e Humanas da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte

Ana Maria Morais Costa, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte-UERN

Doutora em Ciências Sociais – UFRN; Professora do Departamento de Ciências Sociais e Política  e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Socias e Humanas - UERN

Referências

ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Os índios na História do Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010. (Série História). Coleção FGV de bolso.

BERGAMASCHI, Maria Aparecida; MEDEIROS, J. S. “História, memória e tradição na educação escolar indígena: o caso de uma escola Kaingang”. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 30, n. 60, p.55-75, 2010. Disponível em: < https://www.scielo.br/pdf/rbh/v30n60/a04v3060.pdf>. Acesso em abril de 2020.

BICALHO, Poliene Soares dos Santos. Protagonismo Indígena no Brasil: Movimento, Cidadania e Direitos (1970-2009). 2010. 468 f. Tese (Doutorado) - Curso de Programa de Pós-graduação em História, Universidade de Brasília, Brasília, 2010.

________. “As assembléias indígenas - o advento do movimento indígena no brasil”. Opsis, Catalão, v. 10, n. 1, p.91-114, 2010. Disponível em: < https://revistas.ufg.br/Opsis/article/view/9553>. Acesso em abril de 2020.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. 27. ed. São Paulo: Saraiva, 1991.

_______. Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. Brasília.

CAMPOS, Rogério Cunha. “Pensando os movimentos indígenas como sujeitos socioculturais: a luta por educação”.In: Congresso Brasileiro de Sociologia, 11, 2003, Campinas. Anais... Campinas: 2003. p. 1-20. Disponível em: < http://sbsociologia.com.br/portal/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=1540&Itemid=171>. Acesso em abril de 2020.

CARDOSO, Halisson Seabra. A escola que os índios querem: experiência escolar indígena potiguara no catu dos eleotérios em canguaretama/rn (2009 - 2018). 2018. 88 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Programa de Pós-graduação em Ensino de História, Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2019.

COHN, Clarice. “Educação escolar indígena: para uma discussão de cultura, criança e cidadania ativa”. Perspectiva, Florianópolis, v. 2, n. 23, p.485-515, jul./dez. 2005. Disponível em: < https://periodicos.ufsc.br/index.php/perspectiva/article/download/9804/9038>. Acesso em abril de 2020.

CUNHA, Manuela Carneiro da. História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade.14 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.

KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

LOPES, Danielle Bastos. “O direito dos indíos no Brasil: a trajetória dos grupos indígenas nas constituições do país”. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 8, n.1, p. 83-108, jan/jun. 2014. Disponível em: < https://seer.ufrgs.br/EspacoAmerindio/article/download/41524/29955>. Acesso em abril de 2020.

PETERSEN, Ana Maria de Barros; BERGAMASCHI, Maria Aparecida; SANTOS, Simone Valdete dos. O dia do Índio: ações e reflexões interculturais na formação de professores. In: BERGAMASCHI, Maria Aparecida. Povos Indígenas & Educação. Porto Alegre: Editora Mediação, 2008. p. 143-155.

SILVA, Claudia Maria Moreira da. Em busca da realidade, a experiência da etnicidade dos eleotério (Catu/RN). Natal: UFRN, 2007.281 p. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2007.

SILVA, Rosa Helena Dias da. “Escolas em movimento: trajetória de uma indígena de educação”. Cadernos de Pesquisa, v. 3, p.31-45, 2000. Disponível em: < https://www.scielo.br/pdf/cp/n111/n111a02.pdf>. Acesso em abril de 2020.

ZAPAROLI, Witembergue Gomes (org). Caminhos e encontros na educação de indígenas. Imperatriz: Ethos, 2017.

Downloads

Publicado

06.07.2020