Histórias do fogo e das transformações de paisagens no Brasil Central para naturalistas estrangeiros no século XIX

Autores

  • André Secchieri Bailão Pesquisador de pós-doutorado da Casa de Oswaldo Cruz, Fundanção Oswaldo Cruz – Rio de Janeiro (RJ), Brasil.

Palavras-chave:

história ambiental, história das ciências, naturalistas viajantes, Brasil Central, fogo, século XIX

Resumo

Este artigo apresenta como naturalistas estrangeiros descreveram o fogo nos campos, matos e cerrados
do Brasil Central no século XIX, num diálogo entre a história da ciência e a história ambiental. Discute-se
como eles se engajaram com as queimadas que grassavam anualmente a região ao final do período seco,
descrevendo seus efeitos na flora, na fauna e nas paisagens. Nos documentos dos naturalistas, o fogo aparece
de forma complexa, tanto como elemento de destruição e degradação ambiental como de criação de vida e
de estímulo para a adaptação dos seres, sendo um importante agente de formação das savanas brasileiras.

Biografia do Autor

André Secchieri Bailão, Pesquisador de pós-doutorado da Casa de Oswaldo Cruz, Fundanção Oswaldo Cruz – Rio de Janeiro (RJ), Brasil.

Mestre e doutor em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo, com experiência de pesquisa em
estudos de ciência, tecnologia e sociedade, história da ciência, humanidades ambientais e sobre o Antropoceno e as mudanças climáticas. Coordena, com a professora Fernanda Arêas Peixoto, a Enciclopédia de antropologia (EA), projeto on-line de divulgação científica, hospedado na Universidade de São Paulo

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Publicado

2023-10-02