Circuitos da propaganda oficiosa

Amaral Netto comemora os 150 anos da Independência (1972)

Autores

  • Fernando Seliprandy Universidade Federal do Paraná – Curitiba (PR), Brasil.

Palavras-chave:

ditadura, audiovisual, cavação, colaboracionismo, Amaral Netto, Sesquicentenário

Resumo

Um único filme pode revelar muito sobre as relações simbióticas entre os setores civis e a ditadura instaurada com o Golpe de 1964. O artigo faz um estudo de caso de Brasil ano 150, curta-metragem documental de Amaral Netto comemorando o Sesquicentenário da Independência (1972). O objetivo é rastrear um circuito da propaganda oficiosa aglutinado em torno dessa película. O método, do campo história e audiovisual, articula análise fílmica imanente e fontes extrafílmicas sobre a trajetória do objeto, incluindo o arquivamento, a produção, a censura e a circulação. Conclui-se que esse curta-metragem testemunha uma “modernização”
da velha cavação cinematográfica para um colaboracionismo audiovisual mais estruturado.

Biografia do Autor

Fernando Seliprandy, Universidade Federal do Paraná – Curitiba (PR), Brasil.

Professor adjunto do Departamento de História da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Doutor e mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP), com pesquisas sobre a Ditadura Brasileira a partir de fontes audiovisuais.

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Publicado

2024-04-19