O Brasil e o FMI desde Bretton Woods: 70 anos de história

Autores

  • Paulo Roberto de Almeida Centro Universitário de Brasília (UniCEUB)

Palavras-chave:

BRASIL, FMI, ACORDOS, REGIMES CAMBIAIS, DÍVIDA EXTERNA, CRISES DE TRANSAÇÕES CORRENTES

Resumo

O OBJETIVO DESTE ENSAIO HISTÓRICO É O DE ACOMPANHAR O RELACIONAMENTO DO BRASIL COM O FMI, NO CONTEXTO DA EVOLUÇÃO DO SISTEMA MONETÁRIO INTERNACIONAL, DESDE BRETTON WOODS ATÉ A ATUALIDADE. O ENSAIO COMEÇA POR RETRAÇAR O ITINERÁRIO DO FMI, COM DESTAQUE PARA A MUDANÇA DE PADRÃO CAMBIAL EM 1971, E SEGUE COM O EXAME DAS RELAÇÕES ENTRE O BRASIL E A INSTITUIÇÃO, COM ÊNFASE NOS ACORDOS CONTRAÍDOS SOB DIFERENTES POLÍTICAS ECONÔMICAS E EM MOMENTOS DIVERSOS DE CRISES NAS TRANSAÇÕES EXTERNAS; O PRIMEIRO ACORDO FOI ROMPIDO POR RAZÕES POLÍTICAS EM 1958, E O MAIS RECENTE, DE 2003, FOI SUSPENSO EM 2005, ANTES DE SUA CONCLUSÃO, TAMBÉM POR MOTIVOS POLÍTICOS. SÃO DESTACADOS OS PROBLEMAS ENFRENTADOS PELO FMI NO PERÍODO – ESTABILIDADE CAMBIAL, LIQUIDEZ, MONITORAMENTO DAS ECONOMIAS NACIONAIS – E AS CIRCUNSTÂNCIAS QUE LEVARAM O BRASIL A CONTRAIR SEUS MUITOS ACORDOS COM A INSTITUIÇÃO. O PAÍS MANTEVE UMA RELAÇÃO ERRÁTICA COM O FMI, COM APROXIMAÇÕES E DISTANCIAMENTOS AO LONGO DO PERÍODO, OSCILANDO ENTRE UMA POSTURA COOPERATIVA – NO INÍNICIO E DURANTE A MAIOR PARTE DO REGIME MILITAR, BEM COMO NO FINAL DOS ANOS 1990 E INÍCIO DO NOVO MILÊNIO –, E UMA OUTRA DE REJEIÇÃO OU CONFRONTAÇÃO – NO GOVERNO KUBITSCHEK E NA REDEMOCRATIZAÇÃO –, FINALIZANDO POR UMA PASSAGEM DA SITUAÇÃO DE DEVEDOR DEPENDENTE, NA MAIOR PARTE DESSE LONGO PERÍODO, A UMA DE CREDOR E DEMANDANTE POR REFORMAS NA INSTITUIÇÃO, NA FASE RECENTE, QUANDO O PAÍS BUSCA AUMENTAR SEU PODER DE VOTO NAS INSTITUIÇÕES DE BRETTON WOODS; UMA TABELA FINAL LISTA OS ACORDOS CONCLUÍDOS PELO BRASIL COM O FMI E OS VALORES ENVOLVIDOS EM CADA UM.

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Publicado

2014-07-01

Edição

Seção

Artigos