O Modelo de Relações Salariais: Uma análise de Empresas Automobilísticas no Brasil

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Rejane Prevot Nascimento
Lidia Micaela Segre

Resumo

Face ao contexto de crise do modelo de acumulação capitalista na década de 1970, as empresas automobilísticas, em todo o mundo, têm adotado novos modelos produtivos. A compreensão do processo de concepção e incorporação desses modelos é fundamental posto que, ainda hoje, o setor automobilístico representa uma fonte de inovações organizacionais para outros setores industriais e de serviços. Nesse sentido, este artigo tem como objetivo analisar as relações salariais em empresas automobilísticas brasileiras, a partir da estrutura de análise proposta por Durand (1998), a qual está baseada em quatro elementos: organização do trabalho, sistema de remuneração, atuação dos sindicatos e relações hierárquicas. A utilização dessa estrutura de análise permite a identificação dos conflitos inerentes a cada planta e o grau de coerência dos elementos, necessário para a obtenção de melhores resultados globais na indústria. A análise dos estudos de caso à luz do modelo apresentado indica que, no atual contexto de acumulação capitalista, não existe coerência entre os elementos da relação salarial tal como se obtinha na organização 'fordista'.

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Como Citar
Nascimento, R. P., & Segre, L. M. (2008). O Modelo de Relações Salariais: Uma análise de Empresas Automobilísticas no Brasil. Cadernos EBAPE.BR, 6(2), 1 a 16. Recuperado de https://periodicos.fgv.br/cadernosebape/article/view/5072
Seção
Artigos