Contradições no agir do voluntário nas organizações da sociedade civil: ensaio teórico à luz da sociologia pragmática francesa

Conteúdo do artigo principal

Tandara Dias Gonçalves
Denize Grzybovski
Anelise Rebelato Mozzato
Carlisa Smoktunowicz Toebe

Resumo

O voluntariado é um fenômeno social crescente no contexto atual e que se apresenta como alternativa à lógica do capitalismo na gestão das organizações da sociedade civil. Contudo é possível que haja contradições no agir do voluntário, cuja ação humana pode estar sendo mediada por fatores comportamentais subjacentes ao comportamento aparente, nem sempre considerado nobre, como, por exemplo, o egoísmo. O presente ensaio teórico tem como objetivo compreender o que está por trás da ação humana no comportamento do voluntário das organizações da sociedade civil (OSCs), razão pela qual os argumentos teóricos foram construídos pela Sociologia Pragmática, que busca encontrar razões do agir pelas mediações simbólicas, em detrimento da psicologia comportamental. Afirma-se que os voluntários são dotados de comportamento racional e justificável por três regimes pragmáticos desenvolvidos por Laurent Thévenot e pelos conceitos complementares de Frédéric Vandenberghe; ambos defendem que as ações humanas são justificáveis. Os argumentos apresentados confirmam teoricamente que os fatores comportamentais dos voluntários produzem efeitos nos resultados das OSCs, como o seu baixo grau de envolvimento, uma vez que as justificativas do agir podem estar centralizadas nos mundos “da fama” e o “mercantil”, contribuindo para gerar inquietações entre os pesquisadores sobre a possível inferência daquilo que está por trás da ação humana.

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Como Citar
Gonçalves, T. D., Grzybovski, D., Mozzato, A. R., & Toebe, C. S. (2017). Contradições no agir do voluntário nas organizações da sociedade civil: ensaio teórico à luz da sociologia pragmática francesa. Cadernos EBAPE.BR, 15(4), 900–913. Recuperado de https://periodicos.fgv.br/cadernosebape/article/view/55047
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Tandara Dias Gonçalves, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Desenvolvimento Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUI)

Secretária Executiva. Aluna de Mestrado no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Desenvolvimento na Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUI).

Denize Grzybovski, Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGAdm) Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis (FEAC) Universidade de Passo Fundo (UPF)

Administradora. Doutora em Administração (UFLA - 2007). Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGAdm) na Faculdade de Ciências Econômicas, ADministrativas e Contábeis (FEAC) na Universidade de Passo Fundo. Professora Convidada no Programa de Pós-Graduação (Mestrado) em Desenvolvimento na Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUI). Pesquisadora sobre empresas familiares e teorias organizacionais, com interesse em temas como: aprendizagem organizacional, empreendedorismo, ciclo de vida organizacional e empresa familiar

Anelise Rebelato Mozzato, Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGAdm) Universidade de Passo Fundo UPF)

Psicologa. Mestre em Educação (UPF). Doutora em Administração (UNISINOS). Membro do Corpo Docente Permantente do Programa de Pós-Graduação em Administração na Universidade de Passo Fundo (PPGAdm/FEAC/UPF).

Carlisa Smoktunowicz Toebe, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Desenvolvimento Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUI)

Bacharel em Direito. Professora no Instituto Federal de Sertão (IFRS). Aluna de Mestrado no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Desenvolvimento na Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUI).