A relação entre autoeficácia e reputação organizacional em organizações cooperativas

Conteúdo do artigo principal

Vanessa Christofoli
https://orcid.org/0000-0003-4765-4856
Alex Sandro Quadros Weymer
https://orcid.org/0000-0003-1919-184X

Resumo

Este estudo teve como objetivo identificar a relação entre autoeficácia e reputação organizacional, tendo por base a contribuição dos egressos de um mestrado profissional em suas respectivas cooperativas. O respaldo teórico apoia-se no pressuposto de que indivíduos com alta autoeficácia (dimensão individual da eficácia de treinamento) aceitam desafios de formação profissional com elevado nível de exigência, por acreditar que o desenvolvimento de novas competências pode aumentar seu grau de contribuição nos resultados organizacionais e, consequentemente, melhorar a reputação da cooperativa (dimensão macro da eficácia de treinamento), na medida em que entregam resultados com impactos estratégicos. A estratégia de pesquisa é do tipo estudo de caso. A técnica de análise de dados utilizada foi a análise de conteúdo das entrevistas realizadas com os egressos do programa de mestrado, dos seus líderes e liderados, com vistas a garantir a validade interna da análise qualitativa. Foi feito também um levantamento para identificar a reputação sob a ótica de diferentes grupos que mantêm relação com as cooperativas. Após a análise dos dados, foi possível concluir que a autoeficácia teve influência no desenvolvimento de novas competências dos egressos, especialmente pela aprendizagem de fundamentos conceituais e de metodologias que permitiram a estruturação de um raciocínio analítico e crítico em situações de trabalho. Consequentemente, à medida que os egressos compartilham o conhecimento adquirido por meio das interações sociais no ambiente organizacional, também contribuem para os resultados e fomentam a reputação organizacional.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...

Detalhes do artigo

Como Citar
Christofoli, V., & Weymer, A. S. Q. (2023). A relação entre autoeficácia e reputação organizacional em organizações cooperativas. Cadernos EBAPE.BR, 21(1), e2022–0015. https://doi.org/10.1590/1679-395120220015
Seção
Artigos

Referências

Aguinis, H., & Kraiger, K. (2009). Benefits of training and development for individuals and teams, organizations, and society. Annual Review of Psychology, 60, 451-474. Recuperado de https://doi.org/10.1146/annurev.psych.60.110707.163505

Asgari, E., Hunt, R., Lerner, D., Townsend, D., Hayward, M. L., & Kiefer, K. (2021). Red giants or black holes? The antecedent conditions and multi-level impacts of star performers. Academy of Management Annals, 15(1), 223-265. Recuperado de https://doi.org/10.5465/annals.2019.0061

Ballout, H. I. (2009). Career commitment and career success: moderating role of self‐efficacy. Career Development International, 14(7), 655-670. Recuperado de https://doi.org/10.1108/13620430911005708

Bandura, A. (1977). Self-efficacy: toward a unifying theory of behavioral change. Psychological review, 84(2), 191-215. Recuperado de http://dx.doi.org/10.1037/0033-295X.84.2.191

Bardin, L. (2011). Análise de Conteúdo. São Paulo, SP: Edições 70.

Barnett, M. L., Jermier, J. M., & Lafferty, B. A. (2006). Corporate reputation: The definitional landscape. Corporate reputation review, 9(1), 26-38. Recuperado de https://doi.org/10.1057/palgrave.crr.1550012

Bauer, M. W., & Aarts, B. (2002). A construção do corpus: um princípio para a coleta de dados qualitativos. In M. W. Bauer, & G. Gaskell (Eds.), Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som (pp. 39-63). Petrópolis, RJ: Vozes.

Borman, W. C., & Motowidlo, S. J. (1997). Task performance and contextual performance: The meaning for personnel selection research. Human performance, 10(2), 99-109. Recuperado de https://doi.org/10.1207/s15327043hup1002_3

Boyd, B. K., Bergh, D. D., & Ketchen, D. J., Jr. (2010). Reconsidering the reputation –performance relationship: A resource-based view. Journal of management, 36(3), 588-609. Recuperado de https://doi.org/10.1177/0149206308328507

Brion, C. (2022). Culture: The link to learning transfer. Adult Learning, 33(3), 132-137. Recuperado de https://doi.org/10.1177/10451595211007926

Burrell, G., & Morgan, G. (1994). Sociological paradigms and organizational analysis. London, UK: Arena.

Chiaburu, D. S., & Marinova, S. V. (2005). What predicts skill transfer? An exploratory study of goal orientation, training self‐efficacy and organizational supports. International journal of training and development, 9(2), 110-123. Recuperado de https://doi.org/10.1111/j.1468-2419.2005.00225.x

Christofoli, V. (2020). A relação entre autoeficácia e reputação organizacional nas sociedades cooperativas (Dissertação de Mestrado). Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, PR.

Clardy, A. (2005). Reputação, boa vontade e perda: entrando na equação de auditoria de treinamento de funcionários. Revisão do Desenvolvimento de Recursos Humanos, 4(3), 279-304.

Condon, M., & Holleque, M. (2013). Entering politics: General self-efficacy and voting behavior among young people. Political Psychology, 34(2), 167-181. Recuperado de https://doi.org/10.1111/pops.12019

Festa, E. L. G. (2018). Impacto do treinamento no trabalho, autoeficácia e comprometimento organizacional em sociedades cooperativas (Dissertação de Mestrado). Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, PR.

Fombrun, C. J. (2012). The building blocks of corporate reputation: Definitions, antecedents, consequences. In T. G. Pollock, & M. L. Barnett (Eds.), The Oxford handbook of corporate reputation (pp. 94-113). Oxford, UK: Oxford University Press.

Fombrun, C. J., Gardberg, N. A., & Sever, J. M. (2000). The Reputation Quotient SM: A multi-stakeholder measure of corporate reputation. Journal of brand management, 7(4), 241-255. Recuperado de https://doi.org/10.1057/bm.2000.10.

Fombrun, C. J., & Van Riel, C. (1997). The reputational landscape. Corporate reputation review, 1, 5-13. Recuperado de https://doi.org/10.1057/palgrave.crr.1540008

Garavan, T., McCarthy, A., Sheehan, M., Lai, Y., Saunders, M. N., Clarke, N., ... Shanahan, V. (2019). Measuring the organizational impact of training: The need for greater methodological rigor. Human resource development quarterly, 30(3), 291-309. Recuperado de https://doi.org/10.1002/hrdq.21345.

Ghosh, K. (2017). Corporate reputation, social performance, and organizational variability in an emerging country perspective. Journal of Management & Organization, 23(4), 545-565. Recuperado de https://doi.org/10.1017/jmo.2016.25

Goulart, E. L., Weymer, A. S. Q., & Moreira, V. R. (2022). The influence of self-efficacy on training effectiveness in cooperative organizations. Revista de Administração da UFSM, 15(2), 331-353. Recuperado de https://doi.org/10.5902/1983465967213

Griffin, M. A., Neal, A., & Parker, S. K. (2007). A new model of work role performance: Positive behavior in uncertain and interdependent contexts. Academy of management journal, 50(2), 327-347. Recuperado de https://doi.org/10.5465/amj.2007.24634438

Grigoriou, K., & Rothaermel, F. T. (2014). Structural microfoundations of innovation: The role of relational stars. Journal of Management, 40(2), 586-615. Recuperado de https://doi.org/10.1177/0149206313513612

Grossman, R., & Salas, E. (2011). The transfer of training: what really matters. International Journal of Training and Development, 15(2), 103-120. Recuperado de https://doi.org/10.1111/j.1468-2419.2011.00373.x

Howardson, G. N., & Behrend, T. S. (2015). The relative importance of specific self‐efficacy sources in pretraining self‐efficacy beliefs. International Journal of Training and Development, 19(4), 233-252. Recuperado de https://doi.org/10.1111/ijtd.12060

Joo, H., Aguinis, H., Lee, J., Kremer, H., & Villamor, I. (2021). HRM’s financial value from obtaining more star performers. The International Journal of Human Resource Management. Recuperado de https://doi.org/10.1080/09585192.2021.1948890

Lange, D., Lee, P. M., & Dai, Y. (2011). Organizational reputation: A review. Journal of management, 37(1), 153-184. Recuperado de https://doi.org/10.1177/0149206310390963

Lei nº 5.764, de 16 de dezembro de 1971. (1971). Define a Política Nacional de Cooperativismo, institui o regime jurídico das sociedades cooperativas, e dá outras providências. Brasília, DF. Recuperado de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5764.htm

Locke, E. A., & Latham, G. P. (2006). New directions in go al-setting theory. Current directions in psychological science, 15(5), 265-268. Recuperado de https://doi.org/10.1111/j.1467-8721.2006.00449.x

Lyons, E. (2020). The impact of job training on temporary worker performance: Field experimental evidence from insurance sales agents. Journal of Economics & Management Strategy, 29(1), 122-146. Recuperado de https://doi.org/10.1111/jems.12333

Martins, P. S. (2021, outubro). Employee Training and Firm Performance: Evidence from ESF Grant Applications. Labour Economics, 72, 102056. Recuperado de https://doi.org/10.1016/j.labeco.2021.102056

Maxwell, J. A. (2005). Qualitative research design. Thousand Oaks, CA: Sage.

Melchert, T. P., Hays, V. L., Wiljanen, L. M., & Kolocek, A. K. (1996). Testing models of counselor development with a measure of counseling self‐efficacy. Journal of Counseling & Development, 74(6), 640-644. Recuperado de https://doi.org/10.1002/j.1556-6676.1996.tb02304.x

Men, L. R., & Stacks, D. W. (2013). The impact of leadership style and employee empowerment on perceived organizational reputation. Journal of Communication Management, 17(2), 171-192. Recuperado de https://doi.org/10.1108/13632541311318765

Monteiro, L. A., & Fontoura, Y. S. R. (2012). A Perspectiva Multiparadigmática e o Debate Objetividade-Subjetividade em Estudos Organizacionais: Possibilidades, Alcances e Limites. In Anais do do 7º Encontro de Estudos Organizacionais da ANPAD, Curitiba, PR.

Morris, S. S., Alvarez, S. A., & Barney, J. B. (2021). Dancing with the stars: The practical value of theory in managing star employees. Academy of Management Perspectives, 35(2), 248-264. Recuperado de https://doi.org/10.5465/amp.2017.0223

Ng, I., & Dastmalchian, A. (2011). Perceived training benefits and training bundles: a Canadian study. The International Journal of Human Resource Management, 22(4), 829-842. Recuperado de https://doi.org/10.1080/09585192.2011.555126

Pellin, N. P., Weymer, A., Dissenha, L. A., & Bauer, M. A. L. (2021). Organizational links and sensemaking in a medical work cooperative system. Qualitative Research in Organizations and Management, 16(2), 388-408. Recuperado de https://doi.org/10.1108/QROM-08-2020-2015

Ployhart, R. E., & Hale, D., Jr. (2014). The fascinating psychological microfoundations of strategy and competitive advantage. Annual Review of Organizational Psychology and Organizational Behavior, 1, 145-172. Recuperado de https://doi.org/10.1146/annurev-orgpsych-031413-091312

Ponzi, L. J., Fombrun, C. J., & Gardberg, N. A. (2011). RepTrak™ pulse: Conceptualizing and validating a short-form measure of corporate reputation. Corporate Reputation Review, 14(1), 15-35. Recuperado de https://doi.org/10.1057/crr.2011.5

Riley, S. M. (2011). Market valuation of firm investments in training and human capital management (Tese de Doutorado). University of Illinois, Champaign, IL.

Saldaña, J. (2013). The coding manual for qualitative researchers (2a ed.). London, UK: Sage.

Schwarzer, R., & Hallum, S. (2008, julho). Perceived teacher self-efficacy as a predictor of job stress and burnout: mediation analyses. Applied Psychology, 57(1), 152-171. Recuperado de https://doi.org/10.1111/j.1464-0597.2008.00359.x

Schwarzer, R., & Schmitz, G. S. (2004). Perceived self-efficacy and teacher burnout: A longitudinal study in ten schools. In H. Marsh, J. Baumert, G. E. Richards, & U. Trautwein (Eds.), Proceedings-Self-concept, motivation and identity: Where to from here. Sydney, Australia: SELF Research Centre.

Sitzmann, T., & Ely, K. (2011). A meta-analysis of self-regulated learning in work-related training and educational attainment: What we know and where we need to go. Psychological Bulletin, 137(3), 421-442. Recuperado de http://dx.doi.org/10.1037/a0022777

Sitzmann, T., & Weinhardt, J. M. (2019). Approaching evaluation from a multilevel perspective: A comprehensive analysis of the indicators of training effectiveness. Human Resource Management Review, 29(2), 253-269. Recuperado de https://doi.org/10.1016/j.hrmr.2017.04.001

Sitzmann, T., & Yeo, G. (2013). A meta‐analytic investigation of the within‐person self‐efficacy domain: Is self‐efficacy a product of past performance or a driver of future performance?. Personnel Psychology, 66(3), 531-568. Recuperado de https://doi.org/10.1111/peps.12035

Smith, R., Jayasuriya, R., Caputi, P., & Hammer, D. (2008). Exploring the role of goal theory in understanding training motivation. International Journal of Training and Development, 12(1), 54-72. Recuperado de https://doi.org/10.1111/j.1468-2419.2007.00295.x

Stake, R. E. (2016). Pesquisa qualitativa: estudando como as coisas funcionam. Porto Alegre, RS: Penso.

Tannenbaum, S. I., Mathieu, J. E., Salas, E., & Cannon-Bowers, J. A. (1991). Meeting trainees' expectations: The influence of training fulfillment on the development of commitment, self-efficacy, and motivation. Journal of applied psychology, 76(6), 759. Recuperado de https://doi.org/10.1037/0021-9010.76.6.759

Taylor, E. C., & Bendickson, J. S. (2021). Star performers, unit performance and unit turnover: A constructive replication. Human Resource Management Journal, 31(4), 977-994. Recuperado de https://doi.org/10.1111/1748-8583.12336

Vance, P. S., & de Ângelo, C. F. (2007). Corporate reputation: a review of literature. REGE - Revista de Gestão, 14(4), 93-108. Recuperado de https://doi.org/10.5700/issn.2177-8736.rege.2007.36616