Gestões do desenvolvimento e desenvolvimentos da gestão: da unilateralidade reificada à dialogicidade da simbiose homem/natureza

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Carlos Eduardo Justen
Luís Moretto Neto

Resumo

Este artigo, ao situar culturalmente os fenômenos da gestão e do desenvolvimento, em sua concepção tradicional, no projeto da modernidade e ao identificar o predomínio da unilateralidade reificada na interface entre gestão e desenvolvimento – a primeira vista como instrumento técnico submisso à via clássica do segundo – almeja evidenciar as potencialidades da compreensão e da construção de alternativas, tanto para a gestão como para o desenvolvimento, a partir da ressignificação dessa interface. Para tanto, o esforço foi direcionado ao resgate do que é comum aos fenômenos da gestão e do desenvolvimento – os substratos antropológico e ecológico –, nucleados nos princípios da reciprocidade dialógica, concretizadora da condição antropológica, e da finitude, caracterizadora da condição ecológica.


Ao final, são apresentadas oito potenciais contribuições advindas da exploração renovada da interface entre a gestão e o desenvolvimento. Propôs-se, ainda, a substituição da lógica instrumental da eficiência financeira, comum à concepção tradicional dos fenômenos estudados, pela lógica da simbiose dialógica homem/natureza, uma vez que, como fenômenos sociais, desenvolvimento e gestão, mediados pelo meio, também são ecológicos em sua essência.

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Como Citar
Justen, C. E., & Moretto Neto, L. (2013). Gestões do desenvolvimento e desenvolvimentos da gestão: da unilateralidade reificada à dialogicidade da simbiose homem/natureza. Cadernos EBAPE.BR, 11(2), 295–310. Recuperado de https://periodicos.fgv.br/cadernosebape/article/view/9220
Seção
Artigos