Fintechs e bancos tradicionais: regulação, competição e cooperação no Brasil

Autores

Palavras-chave:

Fintechs, Sociedade de Crédito Direto, Sociedade de Empréstimo entre Pessoas, bancos tradicionais, taxas de juros

Resumo

Este artigo tem o objetivo de analisar as características, as limitações e as contradições que envolvem fintechs e bancos tradicionais no Brasil. Descreve as duas novas categorias destinadas a regular as fintechs no Brasil – a Sociedade de Crédito Direto (SCD) e a Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP) –, e questiona a noção de que as fintechs necessariamente introduzem competição no mercado financeiro, ao descrever relevantes mecanismos de cooperação entre fintechs e bancos tradicionais, com ganhos potencialmente elevados para ambos. Por fim, utilizando dados disponibilizados pelo Banco Central, são comparadas as taxas de juros praticadas por uma fintech nacional e por seus acionistas, que são bancos tradicionais. Embora nossa análise seja ainda exploratória, ela revela que a fintech controlada pratica juros mais elevados do que seus bancos controladores, sugerindo uma proveitosa agenda de pesquisa para investigar se isso ocorre sistematicamente.

Biografia do Autor

Davi Ferreira Veronese, Universidade de São Paulo, Departamento de Ciência Política, São Paulo, São Paulo, Brazil

Masters student in Political Science at University of São Paulo (USP). Degree in Law from University of São Paulo (USP).

Maria Paula Bertran, Universidade de São Paulo, Faculdade de Direito de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, São Paulo, Brazil

Associate Professor at University of São Paulo (Economic Law), Ribeirão Preto Law School. Distinguished Brazilian Fulbright Chair in Democracy and Human Development. Founder of the Acredito Think Tank – For Sustainable Credit, at University of São Paulo (USP).

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Publicado

2023-04-19

Edição

Seção

Artigos