Trabalho gerencial e processos intersubjetivos: uma experiência com diretores de hospitais públicos

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Marilene de Castilho Sá
Creuza da Silva Azevedo

Resumo

Este artigo faz uma reflexão sobre a experiência do Laboratório de Práticas Gerenciais em Organizações de Saúde, desenvolvida na Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, como parte de uma linha de trabalho voltada para a análise dos processos intersubjetivos nas organizações, particularmente no âmbito dos serviços públicos de saúde. Trata-se de uma experiência piloto, iniciada em abril de 2000, com diretores de hospitais públicos do Rio de Janeiro, e objetiva possibilitar a esses gestores refletir e explorar suas vivências sobre a dinâmica organizacional, enfocando particularmente os processos de mudança, a incerteza quanto a seus resultados e as dimensões afetiva, imaginária e inconsciente nas organizações. Desta perspectiva, destacam-se as problemáticas do exercício da liderança e dos limites e possibilidades da construção de projetos coletivos. O projeto apóia-se essencialmente na abordagem psicossociológica das organizações, especialmente representada pelas contribuições de Eugène Enriquez, bem como nos aportes da teoria psicanalítica, para a compreensão dos processos grupais e institucionais. Busca também a interlocução entre estes referenciais teóricos e os do campo organizacional. Neste sentido, as contribuições de Alain Chanlat e Henry Mintzberg também são uma referência.

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Como Citar
Sá, M. de C., & Azevedo, C. da S. (2002). Trabalho gerencial e processos intersubjetivos: uma experiência com diretores de hospitais públicos. Revista De Administração Pública, 36(1), 105 a 125. Recuperado de https://periodicos.fgv.br/rap/article/view/6430
Seção
Artigos