Organizações policiais frente à pandemia: sensemaking, liderança e discricionariedade

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Gustavo Matarazzo
Alan Fernandes
Rafael Alcadipani

Resumo

O enfrentamento da pandemia da COVID-19 desponta como um dos maiores desafios recentes impostos à humanidade. Dentre as instituições públicas especialmente acionadas, as polícias estão posicionadas na linha de frente. A partir de suas características organizacionais e profissionais, discute-se estratégias de enfrentamento à pandemia por meio do desenvolvimento de novas habilidades organizacionais que propiciem alterar suas lógicas de funcionamento de “guerra contra o crime” para ações humanitárias. Assim, aponta-se a necessidade de coordenação sistêmica dos órgãos policiais, tanto entre em si, como no conjunto das demais medidas de enfrentamento. Nesses termos, a partir da análise de experiências diversas, propõe-se a formação de uma articulação interorganizacional fundamentada na criação de elementos linguísticos e materiais, com o compartilhamento de mapas estratégicos e planos informacionais. Para tanto, conclui-se que a revisão de protocolos de atuação das polícias em emergências de saúde pública, a incluir o Plano de Resposta em Emergências em Saúde Pública, do Ministério da Saúde, tem a capacidade de prover avanços nessa questão.

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Como Citar
Matarazzo, G., Fernandes, A., & Alcadipani, R. (2020). Organizações policiais frente à pandemia: sensemaking, liderança e discricionariedade. Revista De Administração Pública, 54(4), 898–908. Recuperado de https://periodicos.fgv.br/rap/article/view/81870
Seção
Estratégias de enfrentamento da pandemia adotadas