Normas de gênero em graduação em Direito

Autores

Palavras-chave:

Normas de gênero, interseccionalidade, colonialidade, Direito, ensino do Direito

Resumo

O presente artigo consiste em pesquisa de campo sobre normas de gênero em curso de Direito de uma universidade pública no Sul do Brasil, em que se investiga como as normas de gênero organizam as relações entre discentes mulheres no campo estudado. A pesquisa, orientada pelo pós-estruturalismo, é de abordagem qualitativa, com objetivo exploratório, e tem como ponto nuclear entrevistas realizadas durante o ano de 2021 na área mencionada. Das entrevistas, emergiram enunciados atrelados a relações de poder que envolvem gênero, raça, corporalidades, idade, regionalismos, entre outros. Para este artigo, com inspiração na ferramenta da interseccionalidade, focam-se as categorias relacionadas ao gênero e à raça. Baseia- -se, também, em materiais registrados do campo, disponibilizados publicamente, assim como em revisão bibliográfica narrativa, costurando o viés epistemológico com teóricos como Michel Foucault e Judith Butler, como também com referências pós-coloniais, como Lélia Gonzalez, Enrique Dussel e Gayatri Spivak. Da pesquisa, a partir da análise temática, notou-se que as relações de poder estabelecidas mantêm acessos, visibilidades e reconhecimentos acadêmicos a sujeitos cujos corpos e comportamentos se enquadrem nas prescrições da ordem colonial.

Biografia do Autor

Grazielly Alessandra Baggenstoss, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil

Professora do Curso de Graduação e do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Pesquisadora no Campo de Ética Profissional, Estudos de Gênero, Direitos Humanos, Direito Antidiscriminatório e Psicologia Social, com ênfase em estudos de gênero e feminismos. Doutora em Psicologia Social Crítica e em Direito pela UFSC.

João Manuel de Oliveira, Instituto Universitário de Lisboa, Centro de Investigação e Intervenção Social, Lisboa, Lisboa, Portugal

Investigador do Centro de Investigação e Intervenção Social do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE), Portugal. Trabalha no campo de Estudos de Género, Estudos Críticos de Sexualidade, Teoria Feminista e Teoria Queer. Doutor em Psicologia Social pelo ISCTE.

Maria Juracy Filgueiras Toneli, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil

Professora no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Investigadora na área da Psicologia Social, com ênfase nos temas gênero e feminismos, masculinidades, saúde sexual e reprodutiva, diversidade e direitos sexuais, violência de gênero e travestilidades. Doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP).

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Publicado

2024-03-08

Edição

Seção

Artigos